segunda-feira , 19 Fevereiro 2018
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Prefeitura da Pedra: da esperança à decepção e ao caos financeiro em apenas 12 meses

             Eleito com 54,55% dos votos válidos (7.637 votos), quase 10% de diferença para o segundo colocado, o ex-prefeito Zeca Vaz (PTB), o prefeito da Pedra, Osório Filho (PSB), chegou ao poder com o rótulo do “novo”, da “esperança da nova política”, mas passados 12 meses, um ano de seu governo, o retrato oficial tornou-se uma decepção para os pedrenses.

A mais nova ação retrógrada do atual governo da Pedra foi a confirmação do caos financeiro da prefeitura ao anunciar, mediante pressão do Ministério Público de Pernambuco, que foi até bonzinho demais, o parcelamento do pagamento de dezembro dos aposentados e dos salários dos servidores efetivos também de dezembro.

Pelo documento, o prefeito Osório Filho disse que só pagará as aposentadorias de dezembro dos funcionários da Pedra em duas parcelas: uma no dia 28 de fevereiro e outra no dia 29 de março. Lamentavelmente as contas de água, luz, aluguel e feira dos aposentados não podem ser parceladas com tanta benevolência como o Ministério Público teve com a prefeitura.

Mas não bastasse o sofrimento dos aposentados que estão recebendo do Sindicato, com apoio de comerciantes da cidade, cestas básicas para sobreviver, os servidores efetivos que também não receberam ainda seus salários de dezembro só começam a ver a cor do dinheiro em sete datas diferente, entre fevereiro e março, de acordo com as secretarias.

Pelo calendário benevolentemente aprovado pelo Ministério Público, que tem seus salários em dia, os servidores receberão seus salários de dezembro entre o dia 09 de fevereiro e 21 de março. Os primeiros a receberem são os servidores da Secretaria de Infraestrutura, seguido da Secretaria de Finanças (16/02), Administração (21/02), Transporte (28/02), Agricultura (07/03), Gabinete (14/03), Desenvolvimento Econômico (21/03).

Para muitos servidores e aposentados, é triste a situação em que o município se encontra e mais triste ainda é se concordar com uma situação dessas de parcelar um direito sagrado e que vem recursos do governo federal para que se pague a todos. Segundo a oposição, o parcelamento foi a fórmula encontrada pelo prefeito para poder gastar dinheiro público com eventos, como apoio ao Carnaval e vaquejadas, sem ter o FPM bloqueado para pagar os servidores.

No dia 31 de dezembro de 2016, quando deixou o comando da prefeitura da Pedra, o ex-prefeito Zeca Vaz (PTB), deixou todas as folhas dos servidores ativos e dos aposentados quitadas, desde o salário de dezembro ao 13º salário.

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